(Resenha) Leila, a filha de Charles - Denise Corrêa de Macedo - Editora EME:



Sinopse:

Na literatura espírita nacional já tomamos conhecimento de algumas experiências reencarnatórias desse grande espírito que foi na Terra, em sua última roupagem física, a médium e incansável trabalhadora espírita Yvonne do Amaral Pereira. Vamos agora conhecer, através da narração de Arnold de Numiers, mais uma experiência de Yvonne. Uma história arrebatadora e emocionante que revela todo drama vivenciado por aqueles que se entregam ao suicídio, seja consciente ou inconsciente, fugindo da vida e das responsabilidades assumidas, julgando assim se livrar de suas dores e sofrimentos. A par de todo esse emaranhado que reúne sempre os espíritos comprometidos entre si, nos sensibilizamos ao constatar o imenso auxílio recebido do Alto através dos espíritos benfeitores que não se cansam de apoiar, confortar e orientar todos aqueles que atravessam dificuldades e provações. É um convite amoroso para que aprendamos a abrir nossos corações e apurar nossa sensibilidade e, assim, conseguir perceber e nos guiar por esse auxílio.


Opinião:

Vamos começar esta resenha apresentando o narrador Arnold de Numiers, antigo conhecido já desencarnado de Leila e que vem lhe acompanhando em suas últimas encarnações, Arnold é o nosso autor espiritual e ele conta com a ajuda de alguns amigos do plano espiritual e igualmente interessados no desempenho de Leila: Olivier e Louise de Guzman e também Marie de Numiers. A obra relata uma desconhecida reencarnação de Yvonne do Amaral Pereira, respeitada médium brasileira e autora de diversos romances psicografados.



O livro é ambientado em 1864 e intercalado entre Espanha e Portugal. Leila é filha do conde de Guzman, alma bondosa e desinteressada de fortuna, mantinha um hospital para desvalidos gratuitamente onde edificara uma "Associação Beneficente de Recuperação da Juventude", neste programa ele pretendia incluir sua filha assim que ela crescesse e pudesse acompanhá-lo em seus sonhos e objetivos. O conde de Guzman era filósofo e médico, pianista e dono de sensibilidade mediúnica aguçada, além disto, tinha consciência das vidas passadas de Leila e também de seus erros que deveriam ser evitados nesta vida.

Avançamos um pouco na leitura e encontramos Leila com 12 anos, uma linda mocinha. Enquanto seu pai ainda pretende que a menina compartilhe de seu trabalho, a mãe se opunha claramente, preservando a filha em seu modo de pensar do contato com a pobreza, a do e doenças. A condessa de Guzman sempre alegava que o pai esperasse pelo tempo certo quando a maturidade finalmente chegasse e Leila pudesse fazer suas escolhas. Talvez por esse motivo a jovem e talentosa pianista crescia um tanto mimada, sendo protegida em excesso pela mãe e única herdeira da família que possuía muitas posses.



Arnold de Numiers em várias passagens da história, relembra fatos passados de Leila em suas outras reencarnações e admite que pela inspiração, imprimiu junto ao pensamento de Leila ideias de suicídio pelo motivo dela ter levado seu filho ao mesmo destino. Arnold era um obsessor e vingou-se como pensava ser o correto, hoje envergonha-se muito disto e busca inspirar-lhe boas ações e pensamentos edificantes. Hoje considera-se um amigo e observador.

O filho de Arnold que em outra vida cometeu suicídio em nome do amor que sentia por Leila, hoje é Roberto, jovem médico que novamente se apaixona pela moça e depois de um breve tempo de noivado, casa-se com ela. Roberto encontra-se com 25 anos e Leila com 15, a diferença de idade é expressiva e Leila era ainda nova para o compromisso assumido.



O pai de Leila nunca deixou de esperar que a filha se descobrisse piedosa e acabasse por fim aceitando lhe ajudar no hospital, o casamento com o Roberto poderia vir a calhar já que o rapaz pensava igual a ele e era filho de um grande amigo. Porém, Leila não se julgava à altura do pai, nem em termos de fé, nem em termos de filantropia, estes eram conceitos muito além de sua compreensão, tanto por conta de sua pouca idade quanto pelo espírito arredio e orgulhoso. Leila poderia ser classificada como voluntariosa e independente, algo muito inapropriado para a época.

Antes do casamento, o que mais lhe dava prazer eram os aplausos por suas apresentações magníficas ao piano, seu talento era notório. Em suas apresentações, chamou a atenção de um jovem fidalgo, Marcus de Villier's que na primeira oportunidade que teve a abordou com a proposta de casamento e também de trabalho, uma vez que Marcus conhecia pessoas influentes no meio musical. Leila o rejeitou, mas em seu íntimo guardou cada palavra dita pelo rapaz. Foram estas palavras, o talento reprimido e o tédio pela vida de casada e de jovem mãe (ela e Roberto tiveram uma filha - Lelita) que a fizeram tomar uma irremediável decisão alguns anos depois...


Ufa, pronto, confesso que achei que nunca conseguiria falar sobre este livro, no decorrer da leitura fiz diversas anotações de pontos que poderiam ser importantes na hora de escrever a resenha, mas mesmo assim não me sentia segura para falar sobre a impressionante obra que tive o prazer de ler. Nossa protagonista tinha tudo o que precisava para ser feliz, dinheiro, pais amorosos, marido dedicado, filha amada e um talento inegável, mas possivelmente tenha sido exatamente este talento que tenha elevado seu orgulho e a tenha feito agir de forma tão vergonhosa, sem falar é claro que quando somos obsidiados por espíritos mal-intencionados e não possuímos o discernimento adequado para distinguir cada situação, nossos passos podem ser desastrosos. 



Tenho a consciência de ter lido uma das mais belas obras espíritas já escritas, nunca tinha me deparado com um livro tão forte, tão carregado de sentimento e de lições, me é mesmo muito difícil colocar no papel tudo o que senti durante a leitura de Leila e agradeço muito por esta experiência que com certeza será lida e relida várias vezes daqui por diante. Livro incrível, recomendo!

Para adquirir a obra:  http://www.editoraeme.com.br/lancamentos/leila

Facebook da Editora:  https://www.facebook.com/editoraeme


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(Resenha) Na Mala do Imigrante - Lígia Pereira Boldori:



Sinopse:

Um livro sincero e emotivo, cômico e trágico; que de uma forma sem rodeios ou intimidações retrata a realidade das mais diferentes situações vividas por um imigrante.
Composta por capítulos desenvolvidos em pequenas narrativas / episódios; finalizando-se individualmente.
A leitura torna-se assim dinâmica e simplificada, proporcionando ao leitor mais praticidade e vibração!
A riqueza descritiva; pormenorizada, o fará sentir- se parte integrante da história.
Emoções estarão à flor da pele do leitor; onde as lágrimas, a raiva, o amor, o sentimento de injustiça, compaixão e muitos outros sentimentos, irão tomar conta de si, em cada leitura de cada capítulo/história.
A cronologia da obra desenvolve-se baseada na história de um imigrante,
“…de todos se fazem um e de um fazemos todos ”
Cada acontecimento relata uma parte do processo de imigração: adaptação, adoção, vivência e convivência, que “um e todos” são passíveis de experienciar.

Relato dos possíveis “estágios” vividos; desde a arrumação das malas para a partida - dentre muitas outras aventuras durante sua imigração-, até o dia do seu retorno: a volta para casa.
Mas afinal, será que ele, ela, voltará?
E onde já considera-se casa?
Para saber, basta abrir a mala do emigrante.
As diversidades culturais retratadas ao decorrer das histórias proporcionarão ao leitor a oportunidade do conhecimento de palavras específicas, estrangeirismos, calões, gírias e expressões locais e outras ainda em outros idiomas;
- ora já conhecidas, ora inusitadas –,
das quais, de uma forma didática, estarão numeradas ao longo do texto e explicadas no rodapé, relativo á página da citação, em formato “vocabulário”.
São 202 explicações que lhe somarão conhecimentos!
Basta agora se inteirar e descobrir, o que vai na mala de um emigrante*!
Prepare sua mala e boa leitura!


Opinião:

Neste belo livro da autora Ligia Boldori o personagem principal é mesmo a mala que todo imigrante prepara e carrega em sua jornada, como o livro é composto por vários contos com diversas situações e também personagens diferentes, o que todos eles possuem em comum é a mala, aquela em que levam não apenas as roupas, calçados e demais pertences pessoais, mas também os sonhos, as esperanças, as angústias, as saudades e as lembranças.


Acredito que a experiência e conhecimento do assunto por parte do autor lhe proporciona condições de escrever um livro com propriedade e, ao meu ver foi exatamente isto que fez com a nossa autora criasse este livro tão rico em sentimentos e extremamente emotivo. Lígia passou por situações semelhantes ao sair do Brasil - Paraná - rumo ao mundo em busca de novas oportunidades.

Cada pessoa possui uma história em particular, mas quase todas são impulsionadas pelo mesmo motivo: a esperança. É ela que norteia o imigrante em sua trajetória e o faz seguir em frente independente da dificuldade a ser enfrentada e do que é deixado para trás.


Na Mala do Imigrante contém cerca de 10 relatos com diferentes situações vivenciadas por pessoas que deixam seu país de origem e partem rumo ao desconhecido e não raras as vezes se deparam com fatos inesperados e que poderiam lhes fazer repensar a decisão, mas ao que parece a vontade de mudar é maior do que qualquer percalço que possa aparecer. É preciso a certeza do que se está fazendo, além do preparo para o que vai encontrar pois, os obstáculos serão muitos, ainda mais quando se está sozinho, o questionamento é inevitável e é até natural, mas a força de vontade falará mais alto, ou não, vai depender do seu coração...

Dentre os momentos aqui citados estão: O medo de não conseguir 'entrar' no país por ser imigrante e sem motivos consistentes para tanto, o medo da comunicação com uma língua nova, o preconceito, o momento da despedida dos que ficam, o contato com o ambiente novo e peculiar, entre outros. A gente realmente viaja junto com os personagens e fica com o coração apertado com o que eles encontram pela frente.



O que mais me chamou a atenção nesta obra foi a interação com o leitor. A autora nos preparou uma grata surpresa nas últimas páginas que consiste em nós leitores podermos escolher qual rumo que ela deverá seguir, isto é bem incomum e muito original, uma aposta que deu super certo. Eu amei muito o livro, li ele numa tarde, não apenas porque é um livro curto, mas porque sua narrativa é tão gostosa que a gente não quer mesmo largar antes da última página. Sabe a sensação de um abraço gostoso? Então, é praticamente a mesma sensação. Façam vocês também esta travessia, preparem suas malas com tudo o que possuem de melhor e embarquem nesta viagem com garantia de muita emoção e sentimentalismo.


Sobre a autora:

Ligia Pereira Boldori nasceu a 16 de Outubro de 1976 em Maringá- Paraná- no Sul do Brasil.

Desde a sua infância, já demonstrava facilidade e gosto pela comunicação. Cursou Magistério e foi professora durante 5 anos. Em 1995 ingressou no curso de Letras, tendo também posteriormente cursado Comunicação Social – Jornalismo.

Foi apresentadora de televisão por mais 5 anos, em programação de entrevistas locais. Deixou a profissão em 2002 para casar-se e formar família. Mudou-se para Londres, onde nasceram seus dois filhos, Giovanna e Gianluca.

Por oportunidades de negócios, em 2009 mudou-se para Portugal, onde reside até hoje, desenvolvendo uma empresa própria (clínica dentária) com seu o esposo Giancarlo (médico-dentista).

Todavia a paixão pela comunicação estava apenas adormecida...

Em 2014 decide-se retornar aos “bancos escolares” e ingressa na faculdade de Línguas, Literaturas e Culturas – Inglês e Francês, na Universidade do Algarve, Sul de Portugal.

Com o retorno aos estudos, a paixão pela comunicação desperta-se e uma nova paixão nasce!

Saindo das “telas” de tv e indo para a “telinha” do computador, Ligia descobre o prazer na escrita e decide “por para fora” tudo o que “passava cá dentro”; desta vez não em uma entrevista televisiva, mas registada nas páginas de uma obra literária.

O gosto foi tão grande que mais obras já estão a caminho...


(Resenha) O Eterno Namorado - Nora Roberts - Editora Arqueiro:


Sinopse:

Tudo o que acontece na vida de Owen Montgomery é meticulosamente organizado em uma planilha ou lista de tarefas. No trabalho não é diferente, e é graças a sua obsessão por ordem que a Pousada Boonsboro está prestes a ser inaugurada – dentro do cronograma.

A única coisa que Owen jamais previu foi o efeito que Avery MacTavish teria sobre ele. A proprietária da pizzaria em frente à pousada sempre foi amiga da família e agora, enquanto vê em primeira mão a fantástica reforma pela qual o lugar está passando, também observa a mudança gradativa de seus sentimentos por Owen.

Os dois foram namorados de infância, e desde então tinham estado bem distantes dos pensamentos um do outro. O desejo que começa a surgir entre eles, porém, não tem nada de inocente e é impossível de ignorar.

Enquanto Owen e Avery decidem se render à paixão e levar seu relacionamento a um nível mais sério, a inauguração da pousada se aproxima e dá a toda a cidade um motivo para comemorar. Mas quando os traumas do passado de Avery batem à porta e a impedem de se entregar, Owen sabe que seu trabalho está longe de terminar. Agora ele precisa convencê-la a baixar a guarda e perceber que aquele que foi seu primeiro amor pode também ser seu eterno namorado.


Opinião:

'O primeiro amor não, esquece!' Vocês até podem achar esta frase extremamente clichê, no entanto na trama de O Eterno Namorado ela não poderia ser mais apropriada, cai como uma luva. Este é o segundo volume da série A Pousada, o primeiro chama-se Um Novo Amanhã e já foi resenhado aqui no blog. Neste segundo livro, o estabelecimento está quase pronto e prestes a ser inaugurado.


Agora temos a oportunidade de acompanhar a reforma da Pousada pelos olhos de Owen, o encarregado pelos detalhes, aquele que vive fazendo planilhas e listas para melhor organização, que tem tudo sob controle, o oposto de Avery, sua namoradinha de infância e dona da pizzaria em frente à Pousada. Avery é workaholic e quer abraçar o mundo, fazer tudo ao mesmo tempo. Muito alegre e simpática, ousada no visual, adora pintar os cabelos com cores extravagantes.

Avery é um tanto extrovertida, mas em relação ao trabalho é tão dedicada quanto Owen, os dois são muito amigos, mas chega um momento em que esta amizade começa a mostrar algo mais escondido ali. À princípio eles ponderam um pouco em assumir o sentimento que vem crescendo, mas não por muito tempo, já que quando Avery era apenas uma menininha ela afirmou que os dois casaríam-se quando fossem adultos.


Claro que por ser uma continuação, a maioria dos personagens do primeiro livro se repetem aqui, mas a mais especial na minha opinião é Elizabeth, a fantasminha bem-humorada que faz as vezes de cupido em relação ao casal Owen e Avery. Não se preocupe se você não gosta de livros com toques de fantasia, aqui nesta série este elemento é bem sutil e bem elaborado, Elizabeth é uma presença querida e agradável, tanto que os demais personagens se dedicam em tentar descobrir quem foi ela e porque ronda o lugar.



Bem, o romance principal foi uma gostosura só, tranquilo e sereno. Nasceu de forma natural e foi crescendo com o tempo, sem atropelos ou grandes dramas - algo bem diferente da maioria dos livros que leio. A narrativa é feita em terceira pessoa e se você quiser apostar direto neste sem ter lido o Um Novo Amanhã, eu acredito que irá 'pegar o fio da meada', mas seria melhor ler na ordem pois, a trama é tão agradável que você não vai querer deixar algo passar. Eu super recomendo!


 http://www.editoraarqueiro.com.br/

(Indicação) Você Sempre Ganha! - Zibia Gasparetto - Editora Vida e Consciência:


Sinopse:

Você sempre ganha! traz uma seleção de artigos inspiradores, que abordam temas diversos sob a ótica da espiritualidade, mostrando ao leitor que a vida deseja seu progresso, sua evolução. A vida age sempre a seu favor, mas é preciso entender como tudo funciona. Estudar e viver dentro das leis que regem o universo o farão você ter mais equilíbrio e lucidez e seus projetos começarem a dar certo.


Opinião:

Olhem eu aqui mais uma vez feliz da vida com um livro de uma das minhas autoras favoritas, a incrível Zíbia Gasparetto. Desta vez não se trata de uma obra com uma história propriamente dita com enredo baseado em início, meio e fim, 'Você Sempre Ganha!' trata-se de um livro de crônicas e mensagens de incentivo e reflexão acerca de tudo o que nos acontece no dia a dia, sejam fatos bons ou ruins.


A cada início de capitulo a autora apresenta trechos de cartas ou emails de seus leitores em busca de conselhos acerca dos problemas vivenciados por eles, são diversos relatos dos mais variados assuntos, é muito fácil a identificação do leitor com estes relatos pois, são simples e cotidianos, assim como são também as respostas da autora que na simplicidade consegue guiar com suas palavras de incentivo.


As 45 questões aqui abordadas são dúvidas que todos nós já tivemos, temos ou iremos ter em algum ponto da nossa existência. Zibia se dedica a provar que o ser humano tende a se achar vítima na maioria das situações e que mesmo em momentos muito difíceis é possível tirar uma lição, como já diz o título, 'Você Sempre Ganha!".


Nó somos os únicos responsáveis pela nossa vida e somente nós temos o poder da escolha de aprendermos algo com os fatos ou nos escondermos atrás da cortina do medo e do sofrimento. Claro que é bem mais fácil falar ou mesmo escrever do que realmente vivenciar o problema, e é exatamente por este motivo que a autora lançou este livro, para mostrar que e fazermos pôr em prática o que nos é passado através de suas sábias lições.


Termino esta indicação de leitura com alguns trechos destacados durante a leitura:

"Só a pessoa que gerencia suas emoções tem o controle sobre o transe, ficando atenta ao padrão de seus pensamentos e não se impressionando com ideias negativas. Nós temos o poder de escolher o que queremos, mas, se não ficarmos firmes nos pensamentos positivos, ignorando os demais, seremos dominados por aqueles que se aproveitam dos nossos pontos fracos." Págs 51/52

"A mágoa não resolve. Às vezes, ela é fruto de não ver as coisas como são." Pág 83

"Mude suas atitudes. Quando não puder elogiar, fique calada. Nunca mais se lamente, observe as coisas boas e agradeça... Você está viva! Aproveite e procure ser feliz... As pessoas começarão a mudar a maneira de tratá-la, passarão a respeitá-la e sentirão prazer em compartilhar sua companhia" Pág 100


"Na conquista da alegria, comece a valorizar as pequenas coisas boas do dia a dia." Pág 197


 http://vidaeconsciencia.com.br/





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