(Resenha) A Sorte do Agora - Matthew Quick - Intrínseca:


Sinopse:

Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por quê, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard... Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade. Original, arrebatador e espirituoso, A sorte do agora é escrito com a mesma inteligência e sensibilidade de O lado bom da vida. Uma história inspiradora que fará o leitor refletir sobre o poder da bondade e do amor.

  
Opinião:

Este livro é muito importante para mim, foi um presente da minha filha que, viu a capa, leu a sinopse e acreditou que eu iria gostar da leitura, achou que fosse o meu estilo, e não é que ela com 10 anos de idade acertou?!


Bartholomeu Neil está perto dos 40 anos e sempre viveu com a mamãe, nunca soube se virar sem ela lhe dando as coordenadas. Ele nunca trabalhou fora e passava seus dias envolto com os cuidados à mãe doente. Seu único passatempo é visitar a biblioteca para ver a ‘meninatecária’, a auxiliar voluntária da bibliotecária que não lhe dá atenção e nem fala com ele e, visitar a igreja cujo padre – McNamee - é muito seu amigo e confidente.


Porém, a mãe de Bartholomeu falece por conta de um grave câncer cerebral e o deixa completamente à própria sorte contando apenas com o auxílio do Padre McNamee que mal pode com sua vida, pois está constantemente bêbado, sofre de bipolaridade e agora decidiu largar a batina e morar com seu pupilo. Além dele, há também uma terapeuta ainda em fase de formação – Wendy - que enfrenta sérios problemas pessoais e tenta ajudar Bartholomeu a resolver os seus, ela está sempre lhe dizendo que precisa fazer amigos e interagir com as pessoas.



Como se não bastasse esta confusa turma de pessoas problemáticas, nosso protagonista descobre nas gavetas da mãe uma carta que ela recebeu do astro Richard Gere, claro que é uma carta padrão, possivelmente enviada a milhares de fãs, mas para Bartholomeu foi um grande achado e ele decide se ‘corresponder’ com o ator. Na verdade somente ele escreve as cartas, estas repletas de desabafos e confissões. É assim que temos a oportunidade de acompanhar um pouco mais sobre sua vida e passamos a entender um pouco do que se passa com ele e o motivo de Bartholomeu ser da maneira que é, algumas coisas ficam claras através dos assuntos de suas cartas.


Seguindo o conselho de sua terapeuta, Bartholomeu conhece Max e começa com ele uma estranha mas promissora amizade, Max é irmão da ‘meninatecária’ que por sinal chama-se Elizabeth e juntos eles irão protagonizar uma louca viagem ao Canadá para visitar o Parlamento dos Gatos e enfim encontrar o pai que Bartholomeu nunca conheceu.



O livro todo é narrado em forma de cartas, as que o protagonista escreve ao ator. Todos os personagens possuem algum tipo de desajuste e é isto o que os une no decorrer da trama. O final é bem desenvolvido e até mesmo esperado. Classifico este livro como divertido, mas no fundo você percebe o tanto de perturbação que envolve os personagens e não há como não se apiedar deles. Em suma é uma boa trama, não diria espetacular, mas sem dúvida um bom livro para passar o tempo. Foi minha primeira experiência com a narrativa do autor e termino-a satisfeita com o que aqui encontrei. Minha filha acertou na escolha!




5 comentários :

  1. Oi Van!
    Eu acho que esse livro vou deixar passar, confesso que a história não me atraiu :(
    Bjks!
    http://www.historias-semfim.com/

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  2. Oi Van
    Eu adoro livros que sejam em formato de cartas. Gostei muito do enredo dessa história e de como ela vai desenrolando.
    Já tinha visto essa capa por ai, mas ainda não conhecia o contexto da história.
    Adorei sua resenha.

    Beijos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  3. Oi
    legal que sua filha te deu esse livro e que bom que gostou, até hoje só li um livro o autor, mais esse parece ser interessante e eu ainda acho legal livros com cartas, quem sabe um dia eu leia ele, gostei da resenha.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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  4. Que lindo! Um presente acertado de um filha + uma boa leitura! Também curtir a ideia do livro exposta na resenha, esse também é o tipo de livro que eu gostaria de ler. Sou fã de pessoas desajustadas, talvez por ser, como muitos mais, uma desajustada.

    #DoQueEuLeio

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  5. Olá Van, que inteligente sua filha!! E com bom gosto, né? Porque pelo que parece a história é linda, com protagonistas enfrentando seus medos! Vou anotar a dica!

    Bjs, Michele

    O que tem na nossa estante

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