(Resenha) Um Carretel de Linha Azul - Anne Tyler - Editora Planeta:



Sinopse:

Os Whitshank são uma família comum, sem nada que os diferencie de qualquer outra de classe média de Baltimore, com pais que levam uma vidinha ordinária numa antiga casa com varanda e quatro filhos que de tempos em tempos vêm visitar.
Essa primeira impressão se desfaz com habilidade ao longo de Um carretel de linha azul, em que a escritora americana Anne Tyler constrói os personagens para em seguida desconstruir convicções que possam ter sido formadas sobre eles, explorando as imperfeições que existem do lado interno de uma fachada impecável.
Autora de sucessos como O turista acidental, adaptado ao cinema, e vencedora do Pulitzer por Lições de vida, Tyler conta, entre idas e vindas, a história de quatro gerações dos Whitshank, do início do século XX aos dias atuais, fazendo com que ao final o leitor conheça uma realidade inteiramente distinta daquela apresentada no início.


Opinião:

Este é um livro adorável, na minha humilde mas sincera opinião. Não o classificaria como uma trama recheada de altos e baixos e acontecimentos eletrizantes, mas é com certeza uma leitura muito agradável, com uma narrativa tão gostosa que a gente sente quase como se fizesse parte da família aqui retratada, os Whitshank.

Os Whitshank são bastante comuns, nada de filhos excepcionais, empregos bem sucedidos ou super QI’s, nada disso, estão mais mesmo para os nossos vizinhos da casa ao lado, ou até mesmo para nós, nossa família, caso não haja alguém incrivelmente destacável em sua casa, claro.  Seus feitos também não possuem nada de extraordinário, se baseiam numa série de erros e acertos, de dia após dia.


Aqui conhecemos não só a atual geração da família, mas também as antecessoras, mães zelosas e focadas na felicidade de seus filhos e marido, pais engajados em seus empregos pensando unicamente no sustento dos seus sem realmente esperar um dia ficar milionário com seu ofício.

É um grupo extenso, e os núcleos não estão apontados em ordem cronológica, começamos a leitura conhecendo um determinado núcleo com pai, mãe, seus quatro filhos e os respectivos netos, para depois voltarmos no tempo e termos acesso aos pais dos pais, voltando novamente ao núcleo principal. Não é confuso, o leitor não se perde, pois, a autora conduz a narrativa de forma perfeitamente compreensível.


Durante toda a leitura procurei a conexão da trama com o título, mais especificamente com o carretel, existe uma passagem bem rápida cujo carretel de linha azul é mencionado, mas cheguei a conclusão de que o título se deve ao fato de ser uma leitura serena, branda, que apenas vai desenrolando os fatos, sem realmente possuir um ápice. Um Carretel de Linha Azul é um drama familiar sensível e tranquilo.

A obra possui a brilhante capacidade de capturar nuances da vida real de uma maneira que possibilita ao leitor a vantagem de perceber pequenos momentos que na correria do dia a dia passariam despercebidos.



Anne Tyler consegue fisgar o leitor para dentro de sua obra com personagens reais cujas relações se entrelaçam às nossas, por isto penso que, mesmo sendo uma narrativa sossegada, você estando preparado para a leitura, sabendo o que esperar do livro, pode com certeza se apaixonar por ele, exatamente como ocorreu comigo.

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